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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Para esclarecer

Particularmente, nada tenho contra o Sr. Henri Clay ou o Sr. Cézar Britto, o comandante dos bastidores dessa chapa. Ao contrário, tenho o mais profundo respeito pela carreira profissional do grande mentor dessa chapa.

No entanto, algumas considerações devem ser feitas, visando uma maior transparência das informações. Acho importante que o Sr. Cézar Briito não tente esconder que é petista, uma opção que fez já a algum tempo. Sabemos que esse senhor controla a OAB ao longo de 12 anos, e ao transcurso desse tempo, essa instituição selou um acordo com o lulismo, fato esse de caráter inegável, não precisando maiores investigações ou mesmo interpretações sofisticadas.

A OAB representa a totalidade dos advogados e não deve, mesmo de maneira disfarçada, filiar-se a grupos políticos. Esse órgão é composto de profissionais de variadas tendências políticas e deve primar pela imparcialidade política-partidária, centrando seus objetivos na defesa dos interesses da advocacia e dos direitos civis de cidadania.

Infelizmente, o que assistimos perplexos, são declarações de Diretores da OAB que beiram ao ridículo, a desfaçatez, e ao adesismo simplório ao lulismo, chegando ao ponto de atacarem juízes que investigam a pior corrupção já noticiada nesse País. É lamentável que esses senhores, pertencentes ao grupo do Sr. Cézar Britto, atuarem como advogados do lulismo, quando deveriam estar defendendo toda uma categoria. E que advogados! Faltam-lhes um mínimo ético, o respeito pelos institutos juridicos que são usados e reconhecidos por todos os países de democracia avançada, tal como, a delação premiada, por exemplo. No afã pela defesa dos seus companheiros "ideológicos", praticam um pragmatismo vil e irresponsável.

Dizem que estão defendendo os princípios basilares da Democracia, o que de fato é muito preocupante. No entanto, talvez tenham razão! Olhando sob o prisma da real democracia brasileira, sob o primado de regras constitucionais confusas e ambíguas, o nosso sistema político é de uma peculiaridade estonteante! Talvez seja o caso de uma nova conceitualização  que se adeque ao nosso esquizoide sistema democrático, e nesse caso, as sugestões oriundas dos cartazes nas ruas podem ter grande serventia. Por que não Cleptocracia?

Os nossos colegas devem isentar-se de qualquer interesse pessoal na hora do voto, porque isso é que se espera de um profissional digno que defende a grandeza da OAB. É importante lembrar que a responsabilidade é indeclinável, queiramos ou não. Vale à pena sempre lembrar as sábias palavras da filósofa Hannah Arendt: "No holocausto, algumas pessoas são culpadas, porém todas são responsáveis".


terça-feira, 27 de outubro de 2015

Não

Não 

Ao nascer
Berrei um Não  
E na linha do tempo 
Formo e transformo
Dizendo Não 

Às baionetas que calam caladas
Os afagos dos porretes esclarecidos
Milícias das palavras gatunas
Pardas nos telhados soturnos    
Não! Um sonoro não!

Às mulheres posseiras
Propriedades devolutas
Julietas sem magia
Canto engaiolado
Gaguejo assustado
Um abismado Não 

Se o ovo anuncia
Desdita profecia
Morro em cada dia
Faço do Não 
A magia
Da noite 
O dia

Das ondas quebrantes 
As espumas insistem
Não, elas dizem
Eclodem da dor sentida 
Areia úmida e maresia
Ondas assumidas
Logo mar outra vez